Zé Carlos, um Trovador Caiçarense



ZÉ CARLOS, UM TROVADOR CAIÇARENSE: Nascido no ano de 1961, em Campina Grande, foi trazido no ano seguinte para morar com seu tio João Baiano, em Caiçara. Seu envolvimento com a música se deu na adolescência tendo Jessé e o músico belenense João Batista como maiores incentivadores. Suas primeiras apresentações foram em eventos estudantis, onde já compunha e cantava paródias e seu estilo preferido era MPB. Seu primeiro grupo de música tinha como componentes Emilton Ribeiro e Gerson de Geno mas, por falta de condições financeiras, não chegou a se desenvolver.
Foi muito marcante em sua trajetória a participação no “Grupo Liberdade” que trabalhava danças folclóricas, teatro e música em nossa cidade. Em 83, concorrendo no festival musical “Descubra a Paraíba” com participação dos 171 municípios do estado, conseguiu o glorioso 2º lugar com a música “Brazimundo”, composta juntamente com Beto Ribeiro. Sua principal inspiração é o cantor Geraldo Azevedo, embora seja comum as pessoas compararem seu estilo ao de Zé Ramalho. Em 87, juntamente com outros artistas da cidade, formou o grupo “Cheiro da Terra” do qual já falamos. Nos anos 80 começou também a exercer a função de coordenador educacional, chegando, em 2005 a ser nomeado Secretário de Educação e Cultura do nosso município, cargo que exerce no presente.
Zé Carlos sempre foi atuante na igreja católica, onde até hoje participa de grupos de liturgia, neste sentido, teve como momento inesquecível a participação no movimento de 10 anos da morte da sindicalista Margarida Maria Alves onde apresentou, com grande sucesso, a canção “Margaridas”. A fase em que fez participações nos shows do Padre Pedro foi muito proveitosa, assim como o contato que teve com outros profissionais, durante a participação na banda “Canto Livre”, de Guarabira. Em 98, formou o “Brilho da Lua”, com Silvaneris, Anderson de Luiz do Correio, João e Fabinho de Salvador, neste e nos grupos anteriores Zé Carlos também mostrava sua vertente de forrozeiro. O auge do grupo foi a aplaudida apresentação no “PBFEST” em 1999.
O primeiro CD veio sem intenção comercial, em 2000, gravado em Minas Gerais, onde se encontrava em capacitação educacional, tinha a intenção de registrar o seu trabalho e, finalmente, os caiçarenses podiam ter acesso a canções que já eram clássicas como “Águas do Curimataú” e “Pena de Morte Jamais”, as mais pedidas em seus shows. A música “Águas do Curimataú” resgata um tempo que os caiçarenses recordam com muito saudosismo e acabou se tornando uma espécie de 2º hino da nossa cidade. Em 2000, também veio um novo grupo, o “Raízes da Terra”, com Josélio, Preto Dantas, Fabinho e Silvaneris, que durou cerca de 2 anos. As composições continuam fluindo Zé Carlos se destaca nas campanhas eleitorais e promete novidades. Parodiando o artista, podemos dizer:“Quem não curtiu a emoção ouvir a música do artista Zé Carlos?/ que qualquer dia da semana emocionava a cidade com seus belos embalos.”

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